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Por que facilities não pode assumir sozinho o risco jurídico do descarte de TI
Introdução
O descarte correto de equipamentos de tecnologia da informação (TI) envolve responsabilidades legais complexas que não podem ser assumidas exclusivamente pela área de facilities. A legislação ambiental e de segurança da informação estabelece diversos requisitos que demandam a participação integrada de múltiplos setores da organização, incluindo jurídico, sustentabilidade e tecnologia.
Aspectos legais do descarte de TI
O gerenciamento de resíduos eletroeletrônicos é regulamentado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010 - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm). Esta legislação impõe responsabilização compartilhada e obriga o desenvolvimento de sistemas de logística reversa para itens eletroeletrônicos, incluindo equipamentos de TI.
Além disso, a Resolução CONAMA nº 401/2008 (https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-conama-n-401-de-04-de-novembro-de-2008-5309900) estabelece diretrizes específicas para o gerenciamento de resíduos industriais, que podem incluir descartes relacionados a equipamentos TI.
Responsabilidades jurídicas e técnicas
A área de facilities possui expertise operacional para a gestão logística do descarte, mas não detém, isoladamente, conhecimento jurídico e técnico necessários para assegurar conformidade regulatória e mitigação dos riscos legais associados ao descarte de mídias, equipamentos e componentes eletrônicos. O não atendimento aos preceitos legais pode ocasionar penalidades administrativas e ambientais, conforme previsto na Lei nº 6.938/1981 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.htm), que trata da Política Nacional do Meio Ambiente.
Para a destruição segura e legal de mídias contendo dados sigilosos, como discos rígidos e outros dispositivos, é essencial a adoção de procedimentos de sanitização de HD que garantam a integridade e a proteção da informação, conforme orientações técnicas especializadas (https://ecobraz.org/pt_BR/sanitizacao-de-hd).
A importância da integração multidisciplinar
Uma abordagem integrada entre facilities, jurídico, EHS (Environment, Health and Safety) e TI é indispensável para assegurar que o descarte de TI seja executado em conformidade com todas as exigências legais e normativas. A colaboração desses setores promove a responsabilidade compartilhada e garante a mitigação efetiva dos riscos ambientais, legais e de segurança da informação.
Logística reversa e descarte ambientalmente responsável
O processo de descarte deve incluir também a logística reversa adequada, conforme orientado pelo Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR - https://sinir.gov.br/). A utilização de serviços especializados para coleta de lixo eletrônico é fundamental para a conformidade e pode ser agendada em plataformas autorizadas (https://ecobraz.org/pt_BR/eletronicos).
Conclusão
O descarte exclusivo pela área de facilities não é suficiente para garantir a conformidade legal e a mitigação dos riscos associados ao descarte de TI. Para assegurar um processo seguro, legal e sustentável, a integração multidisciplinar se faz necessária, envolvendo jurídico, EHS, TI e facilities.
Manifesto de Transparência e Segurança
Evidência e transparência: Nosso ESG se constrói com documentação rastreável, registros verificáveis e critérios operacionais auditáveis. Transformamos a gestão de resíduos eletrônicos em evidência operacional para apoiar governança, rastreabilidade e mitigação de riscos ambientais, documentais e corporativos. Segurança documental e conformidade: A rastreabilidade documentada ajuda a reduzir exposição regulatória, fortalece a defensibilidade documental e apoia o atendimento a políticas ambientais, contratos corporativos e exigências de governança aplicáveis, incluindo referências nacionais e internacionais relevantes para cadeias de fornecimento. Custeio operacional da logística reversa: A coleta porta a porta e o processamento responsável de resíduos eletrônicos envolvem custos logísticos, técnicos e documentais relevantes. Por isso, a Ecobraz estrutura modelos de custeio operacional transparentes, vinculados à execução da logística reversa, sem promessa de retorno financeiro, investimento ou valorização de ativos. Governança: A execução operacional é orientada por critérios de conformidade, rastreabilidade e documentação verificável. A prioridade é fortalecer a evidência corporativa do cliente, reduzir lacunas documentais e apoiar decisões de descarte mais seguras, responsáveis e defensáveis.
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